Tortura Clássica
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Quebre as correntes @ sábado, 30 de abril de 2011

 E tudo mudou de uma forma incrivelmente rápida. Conceitos, preconceitos, opiniões e coisas que eu nunca pensei que mudariam. Da maneira mais maravilhosa possível, de uma hora pra outra, assim, num estalo de dedos, eu era outro alguém. E você pode pensar que ninguém muda de uma hora pra outra, assim como eu posso pensar que cada um acredita no que quer. Agora eu sou livre. Livre de coisas desnecessárias, pessoas desnecessárias e sentimentos desnecessários. Livre de mim e da minha cabecinha confusa. Agora eu decoro meus horários, organizo a mochila chego na hora. Sem toda aquela confusão de correr e se desesperar; depois que você se adapta a rotina, as coisas se assentam. Da mesma forma é com as pessoas - assim que você se adapta, elas param de encher o saco. Minha aula termina às 20:30h. Se o trêm atrasou, eu dou um jeito, afinal, pra tudo se tem um jeito. Pra que complicar, oras? A venda sumiu dos meus olhos. Eu quebrei as correntes. Sem toda aquela confusão de que estou triste porque minha coxa é grossa, estou triste porque os meus seios são grandes, estou triste porque fulano não gosta de mim; Dane-se fulano. Dane-se ciclano. Eu vou aprender a ser forte, juro que vou. O corpo a gente emagrece, a alma agente expande. Estou cumprindo tarefas, e não vou parar porque alguém se incomoda. Sempre vão se incomodar mesmo. Sempre. E dane-se esse e os zés ninguém que só querem atrapalhar! Tenho pressa de crescer e ser alguém. É pra já. É pra hoje, pra agora, não amanhã. Amanhã vai demorar demais, e eu quero tanto quanto você. Talvez até mais que você. Não tenho tempo para depois! Sou dura como pedra e molenga como massinha. Eu grudo na cara, na mente, na alma. Sou completa de mim e meus sonhos. Eu realizo tudo aquilo que planejo. Entendam-me como quiserem. Só estou dizendo que eu sou livre. E que vocês deveriam ser também.